segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Léon Degrelle - A Épica História das Waffen SS



   Que a vida desse Grande Europeu sirva de exemplo e inspiração para todos nós. Quando perguntado se lamentava alguma coisa a respeito da IIGM, respondeu: "Apenas o facto de termos perdido".

Léon Degrelle - PRESENTE!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A economia não está em crise, a economia é a crise...



         Independentemente da legenda do vídeo ter sido retirada do texto "A Insurreição vindoura" da célula anarquista francesa intitulada "Os nove de Tarnac" (Tarnac 9), há nele muita verdade e muitos sentimentos que todos experimentamos, estejamos mais à direita ou mais à esquerda. Muitos dos nossos detractores, na sua voluntária e tendenciosa ignorância, nos identificam com o "establishment", mas a verdade é que entre nós (os malditos, os reaccionários de "extrema direita") poucos são aqueles que estão alinhados com o sistema (talvez alguns partidos que agora arvoram-se como "a unica alternativa", num indesejável amplexo com o sistema liberal e com o "legalismo").
 Somos sim, contra o sistema pelos melhores motivos, pelas mais nobres causas, pelas mais elevadas ideias; pelo desprezo ao modo burguês ou proletário. Somos contra o sistema, porque nos vemos reflectidos numa aristocracia ideal, que é a do Espírito, da Raça, da Cultura e da Honra; que está estabelecida sobre a Verdade Intemporal e Imutável.
        

terça-feira, 15 de julho de 2014

Belíssimo texto - DERSU UZALA NA COPA

José Ribamar Bessa Freire
22/06/2014 - Diário do Amazonas
No futebol “a bola é um reles, um ridículo detalhe” – escreve Nelson Rodrigues, para quem o que interessa é “o ser humano por trás da bola”. O que está em jogo no gramado, portanto,“não é a diversão lúdica, mas a complexidade da existência”. Se for assim, se Nelson tem razão como quer o cronista Joaquim Ferreira dos Santos, então o campeão mundial da Copa já é o Japão, que deu um show de vida lá na Arena Pernambuco contra a Costa do Marfim e, depois, na Arena das Dunas, em Natal, contra a Grécia.
O Japão perdeu um jogo e empatou o outro dentro do campo, mas nas arquibancadas ganhou os dois de 10 x 0. As imagens reproduzidas nas redes sociais não deixam dúvidas. Enquanto torcedores do Brasil e de outros países se retiravam dos estádios, deixando montanhas de lixo, sem sequer olhar para trás, os japoneses recolhiam discretamente garrafas e copos de plástico, papel, bandejinhas de isopor, latas de cervejas e de refrigerantes, canudinhos, restos de alimentos, embalagens usadas, enfim todo lixo produzido por eles. 
Esse gesto civilizatório foi o legado mais eloquente da Copa. Com o exemplo, o japonês ensina ao mundo como tratar com respeito e civilidade o espaço público, como se relacionar com o meio ambiente e com os outros habitantes do planeta. A coleta do lixo, feita em sacos com a imagem impressa do sol nascente, foi uma lição de ética e de cidadania. Lembrei cena antológica de rara beleza do filme Dersu Uzala dirigidopelo cineasta japonês Akira Kurosawa, em 1975, baseado no diário de um capitão russo. Na torcida nipônica – diria Nelson Rodrigues – todos eram Dersu Uzala.
O chibé repartido. O filme conta a história de uma expedição científica do exército tzarista pela bacia do rio Usurri, entre 1902 e 1907, comandada pelo capitão Vladimir Arsenyev, com a finalidade de classificar as espécies existentes nas estepes da Sibéria e realizar trabalhos de topografia. O capitão faz amizade com um caçador nativo, Dersu Uzala, um velho sábio que trata o sol, as estrelas, a água, o fogo, o vento, a neve, as árvores e os animais como pessoas. Tal qual um tcheramoiguarani, ele ouve todas essas “pessoas” que vivem na taiga siberiana – a maior floresta fria do mundo - e conversa com elas.
Akira Kurosawa vai mostrando como se tece a amizade do capitão russo com o caçador, que lhe serve de guia não apenas pelas montanhas da Mongólia, mas também pelos sendeiros da vida. Depois de uma tempestade de neve, os dois conseguem se refugiar numa cabana no meio da floresta, onde descansam. No dia seguinte, antes de partirem, Dersu, o homem da floresta, abastece o fogão com lenha, separa um pouco de sal e estoca alimentos não perecíveis na cabana. Divide assim o pouco que tem para surpresa do capitão russo, o homem da cidade, que lhe diz:
- Dersu, isso é um desperdício. É inútil deixar mantimentos aqui, nós nunca mais voltaremos a esse lugar.
Quase todo semestre passo esse filme em sala de aula e todas as vezes me comove a cena, quando o caçador, então, explica que não é para eles dois, mas para uma pessoa qualquer, um eventual viajante, desconhecido, que chegue ali cansado e com frio, em busca de abrigo, de calor e de alimento. Compartilhar o pão não necessariamente para retribuir o que eles tinham encontrado, mas pelo prazer da partilha.    
O capitão russo, um homem de ciência, civilizado, com escolaridade, fica no meio do tiroteio, perplexo e dividido entre, de um lado, o princípio da “farinha pouca meu pirão primeiro” que ele traz do mundo urbano e, de outro, o preceito do pirão compartilhado, que é único sinal humano de vida, como canta o poeta Aníbal Beça num haicai: “Apenas num gesto / o homem é capaz de vida - / chibé repartido”.
Não vai haver lixo
A ética da solidariedade, do desprendimento, do pensar no outro está presente tanto no comportamento do velho caçador desescolarizado, que vive no mundo da oralidade e que detém os conhecimentos da vida, quanto na coleta silenciosa do lixo realizada pelos torcedores nipônicos.
O cineasta japonês Akira Kurosawa rodou as cenas de Dersu Uzala em 1974, em condições adversas, depois de haver tentado o suicídio três anos antes, cortando a própria garganta e os pulsos numa forte crise de depressão. Estava desencantado com o ser humano. Nesse contexto, o filme teve o efeito daquele poema de Allen Ginsberg: uma florzinha solitária desabrochando em cima de um monte de merda. É uma reconciliação com a vida, um canto de esperança, que desperta sentimento similar ao provocado pelas imagens dos japoneses coletando o lixo no estádio.
- Eu sou bra-si-lei-ro, com mui-to or-gu-lho, com mui-to a-moooor – grita a nossa torcida embalada para a guerra. Resta saber – isso não é explicitado - do que é que sentimos orgulho. Numa sociedade patriarcal como a brasileira, parasitária, tatuada por quatro séculos de escravidão, estamos acostumados a emporcalhar tudo, ordenando que garis limpem nossa sujeira. Nossas ruas com bueiros entupidos e os banheiros e salas de aula de nossas universidades públicas são testemunhas disso. Lá, o exército do “pessoal de limpeza” trava diariamente uma batalha perdida, registrando o rotundo fracasso da escola.
- Somos milhões em ação. Todos juntos, vamos pra frente, Brasil. Salve a seleção! De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão!
Sem patriotadas, o lema dos japoneses, talvez muito mais significativo do que “não vai haver copa”, foi o silencioso “não vai haver lixo”. A corrente nipônica pra frente nos deu uma lição, que já rendeu os primeiros frutos. Na Fifa Fun Fest segunda-feira, em Copacabana, no Rio, turistas alemães, espelhados no exemplo vindo do Oriente, não apenas recolheram o lixo da praia, mas incentivaram outros frequentadores a ajudá-los.
Esse gesto de extrema delicadeza e refinamento, embora solitário, mostra que civilização não é abrir estradas, construir usinas, erguer pontes e viadutos, fabricar aviões, automóveis e robôs, clonar seres vivos. É saber se relacionar com o outro: gente, planta, animal, meio ambiente. É a qualidade dos gestos que torna a condição humana possível. Enquanto houver alguém juntando o lixo e nos deixando envergonhados de nossa imundície, o mundo não está totalmente perdido. Uma florzinha brota no esterco.
Foi um ato singelo, mas que renova nossas esperanças na espécie humana e no futuro do planeta. A bola, efetivamente, é um reles detalhe. Torcida japonesa, por despertar o Dersu Uzala que existe dentro de cada um de nós. domô arigatô gozaimasu.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

O PATRIARCA LATINO DE JERUSALÉM E O MASSACRE DOS CRISTÃOS


(Mais um brilhante artigo do intrépido Tenente Coronel Brandão Ferreira.)
Já há algum tempo que pensava escrever sobre a tragédia por que passam inúmeras comunidades cristãs espalhadas pelo mundo, maioritariamente em países comunistas e islâmicos, nomeadamente no Médio Oriente.
Surgiu agora a oportunidade com a visita do Patriarca Latino de Jerusalém, D. Fouad Twal, que este ano presidiu às celebrações do “13 de Maio” em Fátima e foi razão para um pequeno colóquio, em que deveria ser a figura principal, realizado na Universidade Católica no dia seguinte.[1]
Esta organização foi da iniciativa do Instituto de Direito Canónico da citada Universidade, presidido pelo Cónego Doutor João Seabra, uma das vozes corajosas da Igreja Portuguesa e que, em simultâneo, diz coisas acertadas.
O Patriarca de Jerusalém que tem, ainda, a ciclópica tarefa de pastorear as comunidades cristãs, dos mais diferentes ritos, em 16 Estados da região, fez uma curta e sentida intervenção, onde acabou a fazer uma apelo aos portugueses, à sua Igreja e aos órgãos de soberania, para ajudarem e influenciarem os países da UE, na resolução dos conflitos no Médio Oriente e, sobretudo, na protecção e defesa dos cristãos daquelas paragens.
Os quais, como alguém disse durante a sessão, apenas têm contado com a Igreja e a Santíssima Trindade…
De facto a falta de interesse da “Comunidade Internacional” invocada pelo Patriarca – mas Senhor Patriarca o que será isso da Comunidade Internacional? – sobretudo, pelos países de maioria cristã (digo eu), pelas atrocidades que um pouco por todo o lado, têm sido cometidas contra comunidades cristãs, tem sido pasmosa.
No Médio Oriente, por ex., estão todas a desaparecer em virtude das guerras e perseguições que se sucedem sem cessar, que levam a morte e o sofrimento, fazendo com que muitos optem pelo estatuto de emigrante ou refugiado. E nada disto encoraja a procriação…
A falta de protecção política, económica e, até, militar é dramática – para não dizer pouco cristã – já para não falar na falta de interesse, quiçá desprezo, com que a maioria dos OCS do mundo chamado “ocidental” lida com este fenómeno.
Os cristãos, de facto, viraram seres descartáveis que, aparentemente, só terão direito a sobreviver em catacumbas…
Menos se compreende tudo isto, quanto a Cristandade tem dado, desde há muito, a maior abertura e tolerância no âmbito religioso; a Igreja Católica tem sido a única a pedir desculpas por excessos do passado – onde ninguém tem as mãos limpas – e exemplo na aproximação ecuménica e entre religiões; os governos ocidentais, nomeadamente europeus, têm facilitado, até para além do razoável, o estabelecimento e desenvolvimento de comunidades de outras religiões, sem qualquer contrapartida, noutras partes do mundo, nomeadamente muçulmano.
Ainda, quando se constata uma lamentável dualidade de critérios na análise e reacção a eventos que vão acontecendo, como os recentes e graves incidentes ocorridos na Nigéria, com o rapto de duas centenas de moças, por parte de uma organização terrorista islâmica, ilustram à saciedade.
Não existe réstia de comparação quando se queimam cristãos dentro de igrejas, por exemplo…
Note-se que neste caso, das moças raptadas e sob a ameaça de serem vendidas como escravas – um cenário burlesco se não fosse trágico – as primeiras figuras das principais potências ocidentais vieram a público mostrar a sua indignação e prometer ajuda dando, por outro lado, a sensação que estão desejosos de utilizar o pretexto para intervirem na região por outros motivos menos filantrópicos…
Lamentamos ter de desiludir o Senhor Patriarca, mas não antevemos que nenhum país europeu vá em auxílio dos seus irmãos em Cristo, pela simples razão de que a “União Europeia” está moral e espiritualmente destroçada. A UE precisa sim, é que a ajudem a arrumar as diferentes casas europeias, pois não existe casa comum alguma a não ser os "corredores" pouco recomendáveis de Bruxelas e Estrasburgo. Até a sua matriz cristã renegou…
Sabe Senhor Patriarca, a Ordem do Templo foi extinta, sem piedade, há muito, e não se vislumbra em toda a Europa nenhum Bernardo de Claraval para definir uma estratégia comum e concertada.[2]
Permita que o aconselhe a escrever a um tal de Putin, lá para as bandas do antigo Ducado da Moscóvia, pelo menos para a defesa dos cristãos ortodoxos, tem grandes hipóteses de obter sucesso.
Em Portugal, caríssimo Patriarca, as coisas ainda estão piores, sabe!?
Em 40 anos sofremos uma tal e tão catastrófica diminuição de capacidades, a todos os níveis; sofremos uma regressão e perversão tão grande no campo dos Princípios, que mantêm uma comunidade nacional coesa e sã; e estamos tão falhos de liderança política, que o Moral anda pelas ruas da amargura de tal modo que o máximo divisor comum passou a ser o “isto não tem concerto”…
“Isto” costumava ter o nome de Portugal.
Para atendermos ao seu pedido, tínhamos que restaurar, na sua plenitude, as Ordens de Cristo, Santiago e Avis e substituir todos os partidos políticos por elas…[3]
A tarefa como pode imaginar – apesar de compreender que possa conhecer mal o percurso dos nossos nove séculos – não é nada fácil.
É que este estranho povo, a meio da sua História, perdeu-se, isto é, passou a escolher mal alguns caminhos.
Como penso que saberá as Ordens Militares/Religiosas citadas, foram fundamentais para a independência, consolidação e alargamento deste antigo reino; formaram grande parte das suas elites e moldaram muito do seu carácter e da sua religiosidade, ou seja, da sua idiossincrasia.[4]
Por isso sempre foram respeitadas pelos Reis e acarinhadas pelos restantes “braços” do Reino.
Até que um rei, certamente mal avisado, encarregou um frade de reformar as ditas ordens, em 1529, tornando-as orantes, enclausurando-as e retirando-lhes todo o poder que detinham.
Uma outra Rainha, apesar de lhes querer restaurar o prestígio, secularizou-as, em 1789, tentando ainda harmonizá-las e fixar-lhes objectivos específicos; os monarcas portugueses passaram a ostentar a banda das três ordens.
Depois a desgraça consumou-se na sua plenitude, quando no fim da pior guerra civil que o país dos portugueses sofreu, um governo eivado do mais fino jacobinismo, pura e simplesmente extinguiu todas as Ordens Religiosas. Corria o ano de 1834.
Restou o seu carácter honorífico.
Finalmente, a República começou por as extinguir como tal, em 1910, mas reverteu a situação durante a I Grande Guerra, fixando na pessoa do PR, o título de Grão - Mestre das mesmas e a autoridade para as atribuir.
E o pior de tudo, Sereníssimo Patriarca, é que cerca de 95% da população já nem faz a menor ideia daquilo que está para trás. E devo estar a ser optimista.
Deus o abençoe na sua prestimosa tarefa - que se afigura um verdadeiro Calvário - e pode acreditar que o ajudarei de boa mente, naquilo que puder.
Peço-lhe apenas que também deixe cair uma oração por este canto mais ocidental (e não do Sul) da Europa.
Acredite que precisamos.
ENQUANTO ISSO...

[1] D. Fouad Twal, de nacionalidade Jordana, ocupa o cargo desde 2008 e é, também Grão - Prior da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. O Patriarcado de Jerusalém foi criado, nos tempos modernos, pelo Papa Pio IX, em 23/7/1847. A Arquidiocese tem sede na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém e jurisdição eclesiástica sobre Israel, Palestina, Chipre e Jordânia. Deve acrescentar-se que apenas existem mais três patriarcas em todo o mundo: Veneza, Lisboa e o Patriarca das Índias Orientais.
[2] Extintos no Congresso de Vienne, em 1311, note-se, por um Papa, Clemente V, que devido às suas fraquezas permitiu que o muito pouco cristão e endividado Rei de França, Filipe IV, o Belo, exorbitasse e concorresse em tal vilania. Felizmente o Rei D. Dinis iludiu esta directiva, transformando o Templo em Ordem de Cristo, em 1319.
[3] A Ordem dos Hospitalários teve origem em Jerusalém, em 1099, e a sua primeira casa em Portugal, em Leça do Balio, estabelecida entre 1122 e 1128. O seu Superior no nosso País era conhecido pelo Prior do Hospital e desde o reinado de D. Afonso IV, por Prior do Crato. É conhecida hoje em dia, por Ordem Soberana e Militar de Malta, tendo a sua sede em Roma.
[4] As Ordens Militares conheceram o seu maior desenvolvimento na Idade Média tendo obtido grandes mercês dos nossos primeiros reis, e ainda no século XV. O preclaro Rei D. Dinis “nacionalizou-as”, de modo a garantir que todos os Grão-Mestres fossem portugueses; D. João I começou a torna-las reais, processo que ficou concluído com D. Afonso V.
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Brandão Ferreira: PERGUNTAS NUNCA RESPONDIDAS NOS 40 ANOS DE “ABRIL”


PERGUNTAS NUNCA RESPONDIDAS NOS 40 ANOS DE “ABRIL”
12/04/14
“O inconseguimento de eu estar
Num centro de decisão fundamental
A que possa corresponder uma
Espécie de nível social frustracional
Derivada da crise”
Assunção Esteves, Presidente da Assembleia da República
(TSF, em 7/1/2014)
Passados 40 anos após a última grande esquina da História de Portugal, já deveria ter havido o discernimento, o bom senso e a vontade (que deles deriva), de fazer uma análise histórica – nas suas diferentes dimensões, nomeadamente política, estratégia, económica/financeira, social e cultural – de todo o período abrangido e que englobasse, para facilidade de entendimento e exposição, três períodos distintos:

1 - O período da última fase do Estado Novo, por exemplo desde o início do consulado do Professor Marcello Caetano;
2 - O período que começa com a acção militar no dia 25/4/74 – suas causas e execução – e por todo o período conturbado, conhecido por “PREC” e termina em 25/11/75;
3 - O período posterior até aos dias de hoje, e suas consequências.
Como tal não foi feito (e o que foi feito deixa muito a desejar) e não será feito a breve trecho, vamos cingir-nos a elaborar um conjunto de questões, que falam por si, independentemente do juízo que se intente fazer sobre elas.
São também as respostas às perguntas formuladas, que ajudarão, um dia, a escrever a História que deve ficar para o futuro e não aquela que insistentemente nos têm vindo a inocular como se de uma lavagem ao cérebro se tratasse.
Aqui fica uma mão cheia delas:
1º- Quais as razões que justificam, à luz da Moral e do Direito, a queda pela força do regime deposto?
2º- Se o regime deposto foi tão mau, como alegado por tantos, porque nunca se julgaram os responsáveis vivos, pela sua existência e práticas (nem sequer à revelia)?
3º- Quais as principais razões, assumidas inicialmente pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), para a execução do golpe de estado? Foram razões corporativas (isto é, do foro das FA)? Foi concretamente o Decreto – Lei 373/73 que espoletou o golpe? Foram razões
2
políticas? Estratégicas? Sociais? Económicas? Quais e baseadas em quê? Foi por estarem
cansados de fazerem a guerra?
4º- Que informação tinha o MFA sobre a “luz verde” dada (solicitada?) pelo “Grupo de
Bildelberg” numa reunião ocorrida no Hotel D’Arbois, nos Alpes Franceses, propriedade do
Barão Edmond Rothschild, na qual, entre outros participou Lord Carrington – na altura,
Secretário – Geral da NATO – não sendo por acaso que uma esquadra da Aliança fundeou na
Barra de Lisboa no dia do golpe?
5º- Desde quando e porquê, o PCP passou a tomar parte no golpe? Desde o “ensaio” ainda mal
explicado, das Caldas, a 16 de Março? Ou antes?
6º- O que fazia o General Costa Gomes enfiado com a mulher, no Hospital Militar da Estrela,
no dia 25/4/74?
7º- Porque é que o Chefe de Governo, Marcello Caetano, nunca deu ordens para conter o
golpe e, à revelia do que estava previsto nos planos de contingência da altura, em vez de se
dirigir para Monsanto, foi meter-se na “boca do lobo” do Quartel do Carmo? Porque recusou a
fuga do mesmo, que lhe foi oferecida e era viável? O que quis negociar com o General Spínola?
8º- Porque é que 90% dos efectivos da PIDE/DGS (na área de Lisboa) decidiram, após o golpe,
concentrar-se no local mais inverosímil para o fazerem, ou seja na própria sede?
9º- Porque é que até hoje nenhum governo português intentou uma acção, lógica e
pertinente, que é a de solicitar ao governo da Federação Russa, a devolução ou, no mínimo a
cópia, de toda a documentação desviada dos arquivos nacionais, nomeadamente da DGS,
como não parece haver qualquer dificuldade em provar?
10º- Porque é que o MFA – autor do golpe – e a sua suposta cabeça dirigente, ou seja a, em
cima – da – hora formada, Junta de Salvação Nacional (JSN), cometeu a “imprudência” de não
terem declarado o “Estado de Sítio”, perdendo desse modo, e no próprio dia, o controlo da
situação?
11º- Ou terá sido de propósito?
12º- Idem para a leviandade com que a nível militar se começaram a prender e a sanear uns
aos outros, sem qualquer regra ou justiça, estilhaçando dessa forma a hierarquia, a disciplina e
a organização das FA, sem as quais nada se podia levar a cabo? FA que, recorda-se, estavam
em campanha em três frentes!
13º- Ou também foi de propósito?
14º- Como e porquê deixaram o Poder cair na rua, chegando-se ao ponto de colocar o país à
beira da guerra civil, a qual se evitou “in extremis”, a 25/11/1975?
15º- Porque se deixou entrar no país e libertou das prisões, uma quantidade de gente de mau
porte que, recorde-se, não estava presa por delito de opinião, mas incorria em crimes do foro
militar, de delito comum e, até, de traição à Pátria, sem que os mesmos ficassem a bom recato
à espera de julgamento?
3
16º- O “granel” desculpa e justifica tudo o que se possa passar?
17º- Como se pode intentar um golpe de estado num país que, não estando oficialmente em guerra com ninguém, conduzia extensas operações militares das quais dependia a salvaguarda de grande parte do seu território e populações, sem pensar muito maduramente no impacto que tal golpe podia ter naquilo que estava em jogo e era de longe, a questão mais importante e delicada em que toda a Nação estava envolvida?
18º- Porque é que os mentores do golpe (e seus seguidores) não conseguiram ou quiseram discernir e perceber, que a defesa do Ultramar era distinta – por nacional – da simples mudança de um regime ou sistema político?
19º- Porque se permitiu que a obsessão política pela conquista do Poder se sobrepusesse a questões fundamentais para o País (e ainda hoje assim acontece…) e se fizesse tábua rasa dos meios para atingir os fins, muitos deles estranhos à matriz histórica, estratégica e cultural de todo um povo?
20º- Como explicar, melhor dizendo, como compreender que o que foi pensado para o dia seguinte – que é a parte mais importante num golpe de estado, ou revolução – neste caso o que estava condensado no Programa do MFA e na Proclamação da JSN ao País – nunca se conseguiu pôr em prática?
Finalmente:
Como explicar que nenhum dos “3 Ds”, constantes do referido programa do MFA, a saber, “Descolonizar, Democratizar e Desenvolver” tenha sido cumprido ou, dito de outro modo, tenha seguido o seu curso, estando hoje o país que nos resta no perigeu do seu poder relativo, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado e na iminência de desaparecer como entidade política autónoma e soberana, comunidade com identidade própria e até, em vias de extinção como povo com características próprias (por via da demografia negativa, da emigração e imigração, só para citar estas)?
Ou seja, e em síntese por demais sintética:
1º- O “D” da descolonização resultou numa desgraça inominável e na maior vergonha histórica, desde 1128, cuja responsabilidade teremos que carregar como povo e sociedade organizada, para todo o sempre. Tendo, além dos que ficaram deste lado do mar, desgraçado sobretudo os portugueses dos territórios que abandonámos à sua sorte, os quais em vez de descolonizarmos – uma operação já de si aberrante, para a idiossincrasia da Nação Portuguesa, dadas as regras internacionais em vigor – entregámos nas mãos de forças marxistas, e só a essas.
Perdemos “apenas” e em pouco mais de um ano, cerca de 60% da população e 95% do território…
2º- O “D” da democratização está consubstanciado numa Constituição enorme, errada sob muitos pontos de vista, mal escrita, insensata e elaborada debaixo de condicionalismos vários. E, já agora, anti – democrática…
4
De tudo resultou uma confusão doutrinária de se ter considerado a Democracia um fim em si mesmo, que ela não é, em vez de um meio para se atingir as três aspirações “utópicas” do Estado, a saber, a Segurança, a Justiça e o Bem-Estar (por esta ordem); na ditadura da partidocracia (com a agravante de o espectro político estar apenas representado do “centro até à extrema esquerda”- terminologia serôdia que já devia ter desaparecido há muito), baseada em partidos medíocres.
Partidos donde emanam políticos cada vez mais impreparados, na sua maioria autênticos papagaios troca - tintas em que já ninguém acredita nem suporta. E que se blindaram no poder.
Partidocracia que degenerou rapidamente em plutocracia, “corruptocracia” e “bandalheirocracia”!
O fulcro da Democracia acaba por ser a representatividade. Pergunta-se: hoje em dia, quem se sente representado?
3º- Finalmente o “D” do desenvolvimento.
Portugal era um país que em 24/4/1974 tinha estabilidade económica, financeira, social, com uma administração financeira honesta e regrada; onde todas as instituições funcionavam; em que a economia crescia 7% ao ano (no Ultramar era mais); possuía a 6ª moeda mais forte do mundo, escorada e protegida por 850 toneladas de ouro e 50 milhões de contos em divisas; tinha acesso ao crédito que quisesse a juros baixos; gozava de pleno emprego.
Conseguia tudo isto, note-se, ao mesmo tempo que tinha 230.000 homens em armas, em quatro continentes e quatro oceanos, dos quais 150.000 permanentemente empenhados em operações de contra - guerrilha, em três teatros de operações distintos a milhares de quilómetros da sua base logística principal, com muito limitado apoio aliado e apenas com generais e almirantes portugueses.
Orgulhosamente só (frase por norma tirada do contexto).
E sem dever nada a ninguém.
Como explicar que um país nestas condições, 40 anos depois dos “amanhãs que cantam” e das mais floridas esperanças, esteja no actual estado de banca rota e muito “acompanhado” internacionalmente, por tantos países e instituições que nos desqualificam, publicamente, no concerto das Nações (até nos chamam “PIGS”)?
Esteja, também, ocupado politica, económica e, sobretudo, financeiramente, por uma “Troika” (que ninguém sequer conhece bem, ou o que representa), depois de já ter passado por dois outras grandes “aflições” financeiras (em 1978 e 1983), que obrigaram à intervenção do FMI; e depois da adesão à CEE, em 1986, ter entrado dinheiro no país à média de dois milhões de contos/dia, de fundos comunitários?!
E estamos hoje ainda a tentar evitar a bancarrota à custa de sacrifícios de quem não é responsável maior por tudo o que se passou; deixando incólumes os responsáveis (que nem um pedido de desculpas se atrevem a dar), e da alienação contínua da soberania, das empresas, do património, da venda da própria terra e dando até início a um processo de prostituição colectiva, de que a outorga da nacionalidade a ricaços estranhos que queiram investir por cá, algumas centenas de milhares, é já exemplo eloquente!
Já me esquecia, estamos a sair da bancarrota à custa de fazermos mais empréstimos, com os quais ganhamos tempo para tentar pagar uma dívida e os juros da mesma – que ninguém sabe quanto é – mas que seguramente não iremos pagar nos próximos 100 anos…
Em que opróbrio de país nos tornámos?!
Foi para isto que se quis a tão decantada Liberdade – um conceito absoluto, porém de aplicação relativa – entusiasticamente tida como a principal conquista de Abril?
Ao fim de 40 anos celebra-se o quê?
João José Brandão Ferreira
Cidadão Português (nada, mesmo nada, satisfeito)
(Beneficiário nº 11337317689 da CGA)


Fonte: O ADAMASTOR

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dresden, 13 - 15 de Fevereiro de 1945 - Um holocausto verdadeiro.






No dia 13 de fevereiro de 1945, iniciou-se o bombardeio da cidade de Dresden, na Alemanha. O ataque vitimou mais de 300.000 civis alemães e reduziu uma das mais antigas e belas cidades da Europa a pó. Dresden não possuía defesas anti-aéreas, nem sequer possuía soldados dentro de seus limites. O bombardeio foi realizado por puro sadismo de Churchill e Eisenhower. Ninguém jamais foi julgado por tal atrocidade, assim como por tantas outras perpetradas pelos "heroicos" Aliados. Ao contrário, tais atos são tidos REALMENTE como bravas ações.

Hoje, 69 anos depois, muita coisa mudou, excepto pelo facto de que as mentiras permanecem vivas, assim como o inimigo e o fato de que ainda estamos aqui. Feridos, marginalizados, mas ainda de pé e lutando. Eles venceram a batalha, mas nós venceremos a guerra. Afinal de contas, já estamos mortos. Vivemos no tempo e combatemos na eternidade, encarnando o espírito da Revolução e da guerra perpétuas. Somos aqueles que jamais depuseram as armas. Somos os filhos de Dresden, as mulheres de Berlim e de Roma e os anônimos de Katyn. Somos os desaparecidos da Prússia Oriental e dos Sudetos, assim como aqueles que sucumbiram nos campos da morte americanos e durante o Plano Morgenthau. Somos os combatentes fuzilados, as crianças órfãs e as famílias arrasadas. Nós jamais esquecemos dos nossos mártires e daqueles que falhamos em proteger uma vez. Nós jamais perdoamos nossos inimigos pela sua carnificina e jamais esquecemos nosso dever como soldados, o nosso juramento de revelar a verdade ao mundo.

Não somos movidos pelo amor, mas pelo ódio. Não podemos amar esta ilusão, nem a condição deplorável à qual este mundo chegou, graças à vitória de nossos inimigos. Nós somos os gritos de justiça de cada inocente morto e oculto, somos a espada de cada soldado caído e o escudo de cada pátria ocupada. Nosso retorno é inevitável e certo. Assim como Dresden, Tel Aviv e Washington vão queimar nas chamas do inferno. Ofereceremos aos nossos mártires o sangue de nossos inimigos. Nós somos a vingança!



Victor 


O Inferno de Dresden

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Lombroso discordaria deste post...

  Assistindo a um programa sobre as prisões americanas no canal Foxcrime, me dei conta de que os presidiários americanos acabam por ser criaturas mais honestas e dignas que os defensores do "multiculti" e da mistureba... O primeiro critério de afirmação, separação e auto defesa por eles adoptado é o da RAÇA, o segundo; o imperativo da marginalização e segregação do fraco dentro de cada grupo, esmagando-o até que se torne forte e conquiste o respeito dos demais, ou então até que quebre de uma vez, enlouqueça ou morra. Sem dúvida que essa escumalha delinquente e decadente de brancos, pretos e chicanos têm muito a ensinar aos canalhas demagogos que governam o mundo e promovem o declínio dos povos.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

GUERRA COLONIAL PORTUGUESA 1961 - 1974




 
 
 
Espero que perdoem a um estrangeiro intrometer-se neste grupo, mas é preciso
que alguém diga certas verdades.
 
A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses não tinha nada a vercom movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) «uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.
 
ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamente) pela CIA.
 
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos. só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de «alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído pelo José Eduardo dos Santos, treinado,financiado e educado pelos soviéticos.
 
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.
 
MOÇAMBIQUE - A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído pelo Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas.
 
GUINÉ –- O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente cabo-verdianos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Konakry e do seu ditador Sékou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné portuguesa.
 
Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros. Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, miitarmente falando, é único na História contemporânea.
 
Então porque é que os portugueses parecem ter vergonha de se orgulharem do que conseguiram?
 
Jonathan Llewellyn

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Bastardos Inglórios provando do próprio veneno...


  

Os judeus são tão engraçados! Só usam máscaras na "nossa" presença, pensando que não sabemos o que eles tentam esconder. AHAHAHAHA

Cruzando dados:

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Governo americano à beira da insolvência...


Bloomberg prevê o apocalipse da economia global


Os EUA ainda não conseguem definir uma solução para a crise orçamental, o que, por sua vez, adia as negociações sobre outro tema importante – o de aumento do teto da dívida pública. No entanto, a falta de notícias dos EUA já faz com que os mercados mundiais comecem a sentir febre.

Por sua vez, a agência Bloomberg prognostica um apocalipse global, caso o congresso americano não seja capaz de encontrar uma solução até 17 de outubro. Para esta data, o tesouro público dos EUA ficará apenas com 30 bilhões de dólares, o que equivaleria a uma falência técnica da maior economia mundial.
A Bloomberg, uma das mais prestigiosas agências de informação empresarial, prediz o colapso da economia mundial, se os EUA declararem a suspensão do pagamento da dívida e não estiverem em condições de pagar as obrigações estrangeiras. Os analistas comparam a suspensão do pagamento da dívida com a falência do banco de investimento Lehman Brothers que antecedeu a crise de 2008, e afirmam que agora tudo vai ser ainda pior. Naquela altura, a quebra do Lehman Brothers provocou uma recessão, a mais grave desde os tempos da Grande Depressão nos EUA, tornando-se ponto de partida da crise financeira global, da qual o mundo não se consegue recuperar até ao momento atual.
Se agora os EUA pararem de pagar a dívida, isto levará à desestabilização dos mercados de valores desde São Paulo até Zurique, paralisando o mecanismo creditício ao serviço da dívida pública, cujo valor atinge 5 trilhões de dólares. Por sua vez, o último derrubará a moeda americana empurrando a economia global para o "fim do mundo", acreditam na Bloomberg. Os países que investiram nos títulos americanos mais que todos – a China e o Japão – serão os mais afetados. Enquanto isso, uma semana de paralisação do governo dos EUA já reduziu em 0,2% os ritmos de crescimento do PIB.
A situação é bastante complicada. São a reputação dos EUA e o sistema político do país que sofrem maiores prejuízos devido à incerteza orçamentária, julga Valeri Piven, analista da empresa Life Capital ProBusinessBank:
“Os investidores começam a duvidar da eficiência do aparelho estatal dos EUA. No que diz respeito a outros efeitos vinculados ao pagamento dos serviços da dívida pública, serão danificados praticamente todos, inclusive os países que não têm investimentos volumosos. Porque a taxa de títulos do tesouro é um marco de referência sui generis. No caso de aumento dos riscos de não-pagamento essa taxa irá crescer, e logo a seguir irão crescer também as taxas de todas as obrigações existentes no mundo. Em resumidas contas, o custo dos empréstimos será maior.”
O Congresso dos EUA ainda tem nove dias para a salvação. No entanto, a confrontação dos democratas e dos republicanos continua, comenta Alexei Golubovich, presidente da companhia Arbat Capital:
“No Congresso está decorrendo uma luta entre os republicanos e os democratas que disputam concessões em algumas verbas do orçamento e também o programa de seguro de saúde, o qual os republicanos pretendem cortar, enquanto Obama atua, neste caso, desde uma posição populista. Este é o significado de todos os acontecimentos. Os republicanos precisavam inicialmente de bloquear o financiamento orçamentário do governo, o que eles alcançaram fazer, para mostrarem que, seja como for, têm algumas forças para continuar resistindo ante Obama.”
Muitos especialistas não compartilham o pessimismo da Bloomberg e o consideram prematuro. Eles acreditam que o desenvolver da situação não chegará até a moratória. Mais cedo ou mais tarde, pensam eles, os republicanos e os democratas irão acordar no Congresso tanto sobre uma possível redução das despesas como sobre o aumento do teto da dívida pública, crê Alexei Golubovich:
“O limite da dívida publica não pode ficar sem ser aumentado, o que é evidente para sérios economistas e especialistas em matéria de mercados financeiros, portanto não se pode tratar de nenhuma falência dos EUA. Nos EUA será encontrada uma forma de chegar a acordo e as despesas orçamentárias prosseguirão sendo financiadas. Na melhor das hipóteses, o orçamento ficará ligeiramente cortado sob a pressão dos republicanos; na pior opção, os republicanos se renderão.”
Raymond McDaniel, CEO da Moody’s, influente agência de notação financeira, também não duvida que a falência dos EUA é pouco provável. Segundo ele, a versão da moratória por parte do Tesouro é "fantástica”. Ao argumentá-lo McDaniel se refere aos acontecimentos de há dois anos. Naquela altura, a decisão sobre o aumento do teto da dívida pública também demorou bastante tempo devido à confrontação no congresso, mas afinal de contas os republicanos e os democratas lograram chegar ao consenso. 

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Esquerda e Direita: duas atitudes


Observando os grupos políticos da esquerda revolucionária e paralelamente os grupos que nos seus antípodas evoluem, a que podemos chamar de direita revolucionária (usando aqui os termos por mero comodismo taxonómico, sem qualquer preocupação de rigor), com frequência detectamos duas atitudes mentais bem distintas no que se refere ao seu relacionamento com o meio exterior envolvente. Os da esquerda vivem numa permanente necessidade expansiva. Os grupos e militantes típicos, mesmo que internamente assumam características de seita, estão sempre virados para o exterior, procuram incessantemente conquistar, conquistar espaços, gentes e território, e para isso tentam doutrinar, argumentar, convencer, seduzir, atrair – ocupar a sociedade para além das suas fronteiras. Como são habitados por uma visão total do mundo e da vida, nada lhes é estranho, e nenhum terreno lhes é alheio. Estão sempre presentes, a todo o momento e em toda a parte. A bem dizer, a esquerda sente-se incomodada pela sensação de que há vida fora dos seus domínios. Todos os que estão de fora lhe fazem falta. Todos são potenciais aderentes, a converter pela missionação ou quiçá por métodos mais impressivos. O proselitismo é a sua natureza. Sendo as sociedades modernas dependentes da opinião pública e mediatizadas até ao paroxismo, essa sua atitude faz com que a esquerda parta sempre em vantagem no combate político. Em tempos normais, a tendência será para que esses grupos e ideias cresçam em adesões e simpatias. Só não acontece assim quando a realidade se encarrega de lhes ensombrar a narrativa, e descredibilizar o discurso. Inversamente, os grupos que acima foram designados como direita revolucionária vivem em geral virados para dentro, para si próprios. Vivem intensamente as suas certezas, e confortam-se com a realidade que as confirma, como geralmente acontece, tarde demais. Basta-lhes ter razão, e pouco lhes importa que ela tenha o reconhecimento geral. Desprezam o exterior, o meio envolvente, e não se cansam de manifestar esse desprezo. Os que estão de fora são culpados de viver no erro, e mais não merecem. Como se ouve dizer muitas vezes nesses agrupamentos, só faz falta quem está. Ou, por outras palavras, poucos mas bons. O seu relacionamento com o exterior, mesmo com os mais próximos, é com frequência marcado pelo antagonismo, pela crispação, pela hostilização. Quem está de fora não conta. Há um acentuado tribalismo: nas leituras, nos convívios, nas actividades, vive-se centrado nos nossos, nos fiéis, nos que já são. Não é difícil compreender assim que em regra esses grupos não possuam qualquer virtualidade de expansão, nem consigam criar empatias no vulgo. Embora frequentemente habitados por militantes generosos e sacrificados, por vezes em dimensão heróica, a verdade é que se limitam a permanecer, enquanto não se vão desfazendo por cansaço de uns e desilusão de outros, ou pela sensação de inutilidade de muitos. Crescer é que não crescem, a não ser quando o momento histórico de excepção lhes traz vento favorável. Mas por si mesmos falta-lhes o ímpeto, a vontade, o gosto da conquista de outros públicos e outros terrenos. Pelo contrário, o que se encontra não poucas vezes é o horror instintivo a tudo o que se situa fora do círculo de conforto rigidamente demarcado – nada de misturas, como também se chega a ouvir. Dito isto, não surpreende a conclusão. Quanto mais não fosse pelas duas atitudes psicológicas opostas sumariamente descritas, é indubitável a superioridade metodológica da esquerda no confronto que se trava pela captação da opinião e das multidões, primacialmente localizado no campo mediático, o que diminui seriamente a direita nos combates políticos que vão surgindo (sempre determinados pela agenda adversária).

 Publicado por Manuel em: O Sexo dos Anjos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Deputado britânico George Galloway afirma: Israel deu à Al Qaeda as armas químicas usadas na Síria!



Segundo o deputado britânico George Galloway, confirma-se o ataque com armas químicas contra civis na Siria esta semana, e os responsáveis teriam sido a Al Qaeda ou os rebeldes sirios, usando munições e artefactos fornecidos por Israel.


Numa intervenção televisionada pelo canal iraniano Press TV, Galloway disse que "se houve algum uso de gás nervoso, foram os rebeldes que o utilizaram". E  acrescenta: "Se foram usadas armas químicas, foi Al Qaeda quem as utilizou. Quem facultou à Al Qaeda as armas químicas? Eis a minha teoria: Israel o fez".

Os comentarios de Galloway se produzem en meio ao chamamento da comunidade internacional para que se permita aos inspectores das Nações Unidas ter acesso ao lugar do suposto ataque com armas químicas que os rebeldes afirmam que causou mais de 1.300 mortes.

O alegado número de vítimas mortais variou enormemente ao longo da semana, desde as 500 dadas en primeiro lugar pela rede mediática saudita Al Arabiya, até as 1.300, segundo os dados apresentados pela Coalizão Nacional da Siria, o principal grupo de oposição em exílio. Esta organização sustém que seus dados se baseavam nas estimativas e fotografías proporcionadas por activistas no terreno.

Imagens sem verificar de víctimas, incluidos crianças, em hospitais improvizados, sofrendo convulsões e dificuldades respiratórias tem circulado no YouTube durante toda a semana.

FONTE: Russia Today

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O homem mais evoliano que o próprio Evola.






Ontem me deparei com um artigo que muito me decepcionou no blog do “Centro Evoliano da América”, do prof. Marcos Ghio. O texto intitula-se PORQUÉ  DEFENDEMOS  O  FUNDAMENTALISMO  ISLÁMICO?

Não é a minha intenção acirrar os debates acalorados nem as rixas existentes, que apenas podem favorecer aos reles difamadores e idiotas que se opõem à nossa mundividência, mas o grande problema aqui é a falta de coesão que se apresenta entre aqueles que se identificam com o pensamento da Terceira Via. O intelectual citado, é um homem muito inteligente e grande divulgador do pensamento evoliano em todo o mundo. Tem razão em alguns pontos relevantes, mas infelizmente na essência mantém uma postura, digamos; exotérica e eclética…
            Cristianismo e Islamismo são religiões que reconhecem sobretudo ao judeu, a soberania espiritual sobre o Ariano (mesmo que indiretamente), tentando deliberadamente desqualificar e suprimir o passado pan-Ariano, a Mitologia Ariana, os Templos Arianos (construindo sobre eles ao longo da história, as suas sinagogas, basílicas e mesquitas, ou simplesmente destruindo-os em acções de bárbaro vandalismo e desrespeito, como no caso mais ou menos recente dos Budas de Bamiyam profanados pelos Talibans), e por fim; tentando obliterar, assimilar ou levar ao “melting pot” o pouco que ainda resta biologicamente da Raça Ariana
            Ainda que algumas suratas do Corão e epístolas do Novo Testamento façam críticas abertas ao povo judeu; a base judaica permanece lá, e com ela, todos os profetas e personagens reais ou fictícias, com todo o imaginário mítico, conjunto de leis e superstições. Encontraremos em ambos, o mesmo espírito hebreu, e ANTI-ARIANO, que foi responsável por aquilo o que Nietzsche -  com razão - chamou: “A rebelião escrava na moral”, que subverteu quase todos os valores nobres, Arianos por excelência, em blasfêmias e impiedades...
             Quando o professor Ghio compara o califado islâmico ao Sacro Império, de maneira descontextualizada e passível de levantar suspeitas acerca da sua honestidade intelectual, isto é digno de ser rebatido!.. Ora… Em última análise, o único califado actualmente existente, seria a Arábia Saudita. Esta nação alinhada com as potências do mundo moderno - seria algo comparável ao sacro Império? E o Qatar… Ou talvez o Dubai? Claro que sim! Em vários aspectos. – Sendo o principal deles o facto do tal “Califado Islâmico” estar tão morto quanto o Sacro Império Romano Germânico. Parece que no fundo, o fundamentalismo islâmico que o professor defende, é o mais primitivo e selvagem possível, tal como o do Sudão por exemplo – que de qualquer forma estaria também distante do conceito medieval, constituindo uma espécie de fundamentalismo tribal e telúrico.
            Se a Tradição significa sermos nostálgicos e saudosistas de tempos em que não vivemos e que infelizmente não retornarão, que fiquemos ao menos com o poucochinho ainda subsiste das TRADIÇÕES QUE NOS PERTENCEM, pois se temos Platão, Aristóteles e Licurgo para que diabos precisaríamos de Moisés, Paulo ou Maomé? Se tivemos a Lacedemônia e o Sacro Império, para quê quereríamos também o califado?
             Quando coloca os islâmicos como um exemplo na luta contra as drogas, haverá algo mais equivocado? No Afeganistão e em outras partes do mundo islâmico existem milhões de viciados em ópio (e derivados), haxixe e outras porcarias... Apenas não consomem bebidas alcoólicas (ou até consomem, como na Turquia p. ex.) - Sem falar que muitos islâmicos também desempenham um papel fundamental na produção e distribuição de narcóticos para as redes criminosas que operam na Europa...
            Quando celebra e glorifica o suposto anti-racismo do Islão (oh, saudades de Ibn Khaldun a descrever os negros!), criticando com desdém a "barbárie racista" europeia, não consigo deixar de notar neste discurso, um certo desprezo pela Europa e uma falta de respeito pela própria raça, semelhante à dos agentes globalizantes e politicamente corretos que tanto na Europa quanto no resto do mundo, ingerem e ministram todo este veneno multicultural e multi-racial da globalização, tal como é imposto pela NOM através dos meios culturais e mediáticos. É isto que se pode esperar de um Evoliano?  
            Será que este senhor tão culto, ainda não se deu conta que um dos símbolos principais do Islão é A LUA CRESCENTE - Quem sabe, se numa oposição simbólica à Tradição Solar?
É pena... Infelizmente o professor não parece ter percebido a mensagem. Está constantemente a menosprezar, atacar e criticar aqueles com os quais deveria colaborar sem reservas e idiossincrasias, numa atitude Solar e genuinamente Evoliana.
            No final do texto, usa uma figura de linguagem curiosa, retirada da tradição paulina, e faz alusão aos ‘equivocados’ “pseudo-evolianos racistas” que “pululam” no Velho Continente – e diz: "Talvez Deus os tenha cegado"… Assumindo que por “Deus” se refere ao demiurgo abraâmico, o deus desconhecido (ou não reconhecido) sobre o qual certamente Parāśara fala a Maitreiya no sexto livro do Vishnu Purana (e que pela segunda vez é usado por alguém para refutar os argumentos do professor), quando descreve alguns aspectos da Kali Yuga e diz que -“deuses não reconhecidos receberão honra”- Pois bem, isto faz remeter a um episódio da tradição paulina do novo testamento, passado justamente em Atenas – “berço da democracia” - onde o fariseu Paulo de Tarso no meio do seu trabalho de subversão, típico da alma judia, nos oferece a confirmação da visão de Parāśara Muni sobre a Era de Kali.
"E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Este, pois, que vós HONRAIS não o conhecendo é o que eu vos anuncio." ATOS 17:22,23  
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Que o Mundo Moderno e que o Ocidente devem mudar radicalmente ou perecer; isto é FACTO, mas pretender elevar o mundo islâmico a um estatuto exemplar e sem mácula do que é (ou deveria ser) a Tradição, ao ponto de subscrever uma tal “aliança” quimérica com o fundamentalismo islâmico - das duas, uma: Isto é ingenuidade ou má intenção. Em virtude deste tipo de interpretação desastrada, embora douta; a obra de Evola não é encarada da maneira correcta e com a devida seriedade por alguns círculos dentre os poucos indivíduos e grupos do Ocidente que ainda pretendem resistir contra a perpetuação do caos da pós-modernidade. Os homens da terceira via não se ajoelham perante deus nenhum, muito menos perante o deus semita. 
                Evola, sabia ressaltar os pontos positivos de todas as tradições, e muitas vezes incluía mesmo alguns povos não-ocidentais e até selvagens em suas apreciações, como exemplos da atemporalidade e universalidade do mundo da Tradição, mas nunca, em hipótese alguma defendeu uma mundividência estranha em detrimento da Ariano-Romana, muito menos demonstrou alguma vez uma postura servil para com interesses e tipos de ascese que fossem alheios à identidade Ariana. Escreveu de maneira inequívoca, vedada a interpretações ecléticas:

 “As denominadas religiões de salvação (religiões abraâmicas) – as Erlösungsreligionem, como se diz em alemão – não aparecem seja no Oriente como no Ocidente, senão tardiamente, após o relaxamento da tensão espiritual original, de uma ofuscação da consciência olímpica, e não como última causa; por INFLUXO de ELEMENTOS ÉTNICOS-SOCIAIS INFERIORES.” – Julius Evola in “A Doutrina do Despertar”, cap II – A Arianidade da Doutrina do Despertar.

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